Autor: Emílio Benvenutto Zanon
O Brasão de armas de Guaporé, de criação e autoria do Senhor Emílio Benvenuto Zanon, com assistência heráldica do heraldista e vexiologista Professor Arcinoé Antônio Peixoto de Farias, da Enciclopédia Heráldica Municipalista e descrito em termos próprios, da seguinte forma: escudo clássico flamengo-ibérico, encimado pela coroa mural de oito torres, de argente e iluminada de goles; em campo de prata, o capacete de mercúrio de goles, e uma meia engrenagem de sabres. Ao termo, em duplo mantel de sinopla e um ondado de argentes, um ondado de sinopla nos ornamentos exteriores. A extra, uma cana de milho frutada tendo em ponta, pâmpanos “uvas” e a sinistra um galho de macieira ao natural e frutificados, tendo também, em ponta, outro cacho de pâmpanos, tudo sobreposto de um listel de goles, contendo em letras argentinas o topônimo “Guaporé”, ladeado pelos milésimos “1892 – 1903”, conforme o estabelecido em Lei Municipal nº 1096/80 de 10 de dezembro de 1980.
Simbologia em termos próprios de heráldica tem a seguinte significação simbólica: O escudo clássico flamengo ibérico, usado para representar o brasão de armas de Guaporé, é de estilo de escudo adotado em Portugal, como em toda Península Ibérica, invocando a época do descobrimento do Brasil, época em que foi adotada em Portugal em substituição ao estilo samitico de origem francesa, usado até então em homenagem ao Conde Henrique de Borgonha, fundador do comando portucalense e Frances de nascimento:
No campo do escudo, o capacete de mercúrio de goles (vermelho), lembra as atividades comerciais e a meia engrenagem de sable (preto), indica a indústria florescente do município;
A cor goles (vermelho), representada no capacete de mercúrio, é símbolo de dedicação, amor-pátrio, audácia intrepidez, coragem e valentia. O metal sable (preto), de meia engrenagem, é símbolo heráldico de prudência, fortaleza, constância e sabedoria;
O duplo mantel de sinopla (verde), é símbolo de honra, cividade, cortesia, alegria e abundância. È a cor simbólica da esperança – lembra os campos verdejantes da primavera, fazendo esperar copiosa colheita; o duplo mantel lembra a topografia do município, constituída de pequenos montes. O O aguado de argente, ondado de sinopla, lembra o topônimo “Guaporé”, sendo o aguado – rio que lhe empresta o nome;
A coroa mural que sobrepões o escudo de oito torres, sendo cinco a vista, em perspectiva no desenho de argente (preto) e iluminada de goles (vermelho), classifica a cidade representada na segunda grandeza ou seja, sede da comarca;
Nos ornamentos exteriores, o milho, os pâmpanos e as maçãs, representadas, lembram alguns dos principais produtos oriundos da terra dadivosa e fértil, esteio da economia municipal;
No listel de goles (vermelho), em letras argentinas (prateadas), inscreve-se o topônimo identificador “Guaporé”, ladeado pelos milésimos 1892, ano da criação da colônia de Guaporé, constituída de emigrantes italianos e 1903, ano de sua emancipação política.
